Como me sinto hoje...

Correr numa ânsia vital e enfurecida.
Como me sinto hoje…
Queria tanto ouvir o vento e deixá-lo soprar,
Senti-lo arrastar-me e deixar-me arrastar.
Ser serena, tranquila epicurista.
Gostava de ver deixar nascer e nada sentir,
Ver deixar morrer e nada sentir.
Mas não. Tenho eu de correr atrás dos outros…
Tenho eu de velar por outros que não velam por mim…
Tenho eu que viver sem vida.
Eu não vivo cada dia, vou vivendo através dos dias.
E vou caindo nesse esquecimento a cada dia que passa.
Cada dia, estou mais próxima dessa foz da vida.
Em cada dia sinto-me diferente.
Em cada dia sinto-me tão igual.
Como me sentirei amanhã…?
GFSF (12/01/2006) – Inspiração: Ricardo Reis

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